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	<title>Alceu Feijó</title>
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	<title>Alceu Feijó</title>
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		<title>Bolhas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Aurea Feijó]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Sep 2022 01:05:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[Jornal NH 29.06.1984 Alceu Feijó Certo dia, Juliana fez uma bolha de sabão, que saiu mundo afora.Era linda, muito colorida e brilhante.Ela passou por uma árvore, que falou:-Venha enfeitar minha copa, linda bolha de sabão!-Não posso, porque se alguma coisa enconstar em mim eu me desmancho!-Mas que bolha vaidosa!Passou também por uma nuvem, que pediu:-Venha [&#8230;]]]></description>
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<p>Jornal NH</p>



<p>29.06.1984</p>



<p>Alceu Feijó    </p>



<p>Certo dia, Juliana fez uma bolha de sabão, que saiu mundo afora.<br>Era linda, muito colorida e brilhante.Ela passou por uma árvore, que falou:<br>-Venha enfeitar minha copa, linda bolha de sabão!<br>-Não posso, porque se alguma coisa enconstar em mim eu me desmancho!<br>-Mas que bolha vaidosa!<br>Passou também por uma nuvem, que pediu:<br>-Venha me acompanhar linda bolha de sabão! Eu te darei muito conforto!<br>-Não posso, se alguma coisa me tocar eu me desmancho!<br>-Mas que bolha vaidosa!<br>Passou também por um pássaro, que disse:<br>-Venha enfeitar minhas penas, ó linda borboleta!<br>-Seu pássaro, me desculpe, mas eu não posso encostar em nada, senão eu me desmancho!<br>-Mas que bolha vaidosa!<br>E assim foi, até que ela estourou. Bum !!! E só sobrou uma gota d&#8217;água minúscula, que foi caindo lentamente, até chegar ao chão, e cair sobre uma pequena sementinha de orquídea.<br>E a pequena flor cresceu e ficou linda e colorida como a pequena bolha de sabão!<br>Então Juliana chegou no quintal e disse:<br>-Mamãe, veja que linda flor, parece a bolha de sabão que fiz, há semanas atrás. Não é maravilhosa?<br>E a mamãe disse:<br>-Exatamente minha filha, é muito linda!<br>Bem, aí terminou a história que a Sílvia, minha neta mais velha, escreveu na aula da professora Hildegard e ganhou nota 9.<br>Se a estou reproduzindo não é por &#8220;vorujisse&#8221;( é vorujisse mesmo), mas porque desde que o Lauro escreveu de suas dificuldades em contar histórias para os netos eu tenho procurado uma maneira de socorrer o negrão em seus apertos netianos (hoje é dia de inventar palavras, o que também é uma maneira de entreter os netos, viu Lauro?) e a redação da Sílvia me fez recomendar ao Lauro que volta e meia procure ler os escritos dos netos para ver como vai encontrar notáveis joías de sensibilidade, de meiguice dos netos, que com esforço mental permite espichar a história até pegarem no sono. Claro, o vô e os netos.<br>Tem maneira melhor do que pegar no sono com um ou dois netos nos braços? Tem Lauro? Melhor do que pegar no sono com os netos, talvez somente o Lelo com os filhos enrrodilhados no pescoço, pernas e tronco!<br>Do outro lado do horizonte, outra neta é especialista em escrever bilhetes, nos seus garatujos iniciais.Quando estive em Uruguaiana visitando a Cláudia ea Ângela, quando acordava pela manhã, o quarto estava cheio de bilhetes colocados carinhosamente por baixo da porta.<br>&#8220;Vô, tu ainda tem chocolate?&#8221; Ou então: &#8220;Vô, quando tu acordar me acorda.&#8221; Ou: &#8220;A Ângela tá fazendo barulho.&#8221; Ou ainda: &#8220;Tô esperando prá ir na piscina.&#8221;<br>Pois é Lauro, veja como são as coisas: falando dos teus netos e revendo a cena do teu carinho com os teus, passei alguns momentos longe de tudo que nos atormenta a vida, vivendo o mundo encantado dos netos. Um mundo que é uma constante Disneylândia. Permanecer nele, mesmo por alguns momentos, é o melhor remédio para o avô. Não achas?</p>



<p></p>
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		<title>Outras Conversas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Claudinei]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jun 2022 22:28:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outras conversas]]></category>
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					<description><![CDATA[Quem conheceu Alceu Feijó, sabe que ele gostava muito de tomar um cafezinho, conversar com amigos e sempre estava disponível para&#160; &#160;transmitir seus conhecimentos para as pessoas. Neste espaço, apresentamos links de entrevistas, trabalhos acadêmicos em que Feijó foi citado ou entrevistado, clipping de revistas, informativos, etc. https://www.youtube.com/watch?v=0uuBuEY-Mz0&#38;ab_channel=JornalNH http://www.ufrgs.br/alcar/encontros-nacionais-1/encontros-nacionais/6o-encontro-2008-1/Pioneiros%20do%20Fotojornalismo.pdf https://youtu.be/y_sz58kmNoM https://www.jornalnh.com.br/multimidia/videos/2020/08/20/memoria&#8212;fenac&#8211;futebol&#8211;jornal-nh&#8211;alceu-feijo-e-algumas-historias.html https://www.facebook.com/search/top?q=alceu%20feij%C3%B3%3A%20a%20imagem%20al%C3%A9m%20do%20tempo https://www.facebook.com/alceu.feijo https://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/id/1911/titulo/alceu-feijo-noite-magica-na-fundacao-scheffel-e-uma-solicitacao-finalmente-atendida-sua-primeira-cronica-de-1949 https://fb.watch/5TvDILIGIP/ [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quem conheceu Alceu Feijó, sabe que ele gostava muito de tomar um cafezinho, conversar com amigos e sempre estava disponível para&nbsp; &nbsp;transmitir seus conhecimentos para as pessoas. Neste espaço, apresentamos links de entrevistas, trabalhos acadêmicos em que Feijó foi citado ou entrevistado, clipping de revistas, informativos, etc.</p>


<p><a href="_wp_link_placeholder" data-wplink-edit="true">https://www.youtube.com/watch?v=0uuBuEY-Mz0&amp;ab_channel=JornalNH</a></p>


<p><a href="http://www.ufrgs.br/alcar/encontros-nacionais-1/encontros-nacionais/6o-encontro-2008-1/Pioneiros%20do%20Fotojornalismo.pdf">http://www.ufrgs.br/alcar/encontros-nacionais-1/encontros-nacionais/6o-encontro-2008-1/Pioneiros%20do%20Fotojornalismo.pdf</a></p>



<p><a href="https://youtu.be/y_sz58kmNoM">https://youtu.be/y_sz58kmNoM</a> </p>



<p><a href="https://www.jornalnh.com.br/multimidia/videos/2020/08/20/memoria---fenac--futebol--jornal-nh--alceu-feijo-e-algumas-historias.html">https://www.jornalnh.com.br/multimidia/videos/2020/08/20/memoria&#8212;fenac&#8211;futebol&#8211;jornal-nh&#8211;alceu-feijo-e-algumas-historias.html</a></p>



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<p><a href="https://www.facebook.com/alceu.feijo">https://www.facebook.com/alceu.feijo</a></p>



<p><a href="https://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/id/1911/titulo/alceu-feijo-noite-magica-na-fundacao-scheffel-e-uma-solicitacao-finalmente-atendida-sua-primeira-cronica-de-1949">https://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/id/1911/titulo/alceu-feijo-noite-magica-na-fundacao-scheffel-e-uma-solicitacao-finalmente-atendida-sua-primeira-cronica-de-1949</a></p>



<p><a href="https://fb.watch/5TvDILIGIP/">https://fb.watch/5TvDILIGIP/</a></p>



<p><a href="https://alceufeijo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/O-Mercado-Publicitario-Hamburguense-PB.pdf">https://alceufeijo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/O-Mercado-Publicitario-Hamburguense-PB.pdf</a></p>



<p><a href="https://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/id/1845/titulo/alceu-feijo-um-dos-mais-respeitados-reporteres-fotograficos-gauchos-ganha-livro-sobre-sua-trajetoria">https://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/id/1845/titulo/alceu-feijo-um-dos-mais-respeitados-reporteres-fotograficos-gauchos-ganha-livro-sobre-sua-trajetoria</a></p>



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<p><a href="https://www.redalyc.org/jatsRepo/5255/525558151008/html/index.html">https://www.redalyc.org/jatsRepo/5255/525558151008/html/index.html</a></p>



<p><a href="https://expansao.co/apaixonado-por-fotografia/">https://expansao.co/apaixonado-por-fotografia/</a></p>



<p><a href="http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2006/resumos/R0728-1.pdf">http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2006/resumos/R0728-1.pdf</a></p>



<p><a href="https://www.jornalnh.com.br/entretenimento/2019/10/01/alceu-mario-feijo-relembra-momentos-do-fotojornalismo.html">https://www.jornalnh.com.br/entretenimento/2019/10/01/alceu-mario-feijo-relembra-momentos-do-fotojornalismo.html</a></p>
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		<title>Deixem Lá</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Claudinei]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jun 2022 00:13:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[Jornal O 5 de Abril 05.08.1949 Por&#160; De Sá “Uma estatua, é apenas o símbolo de uma grandeza; nunca será uma grandeza. Retrospecto: Atiraram a estatua do “Colono Alemão”, às águas do Rio do Sinos. Ali repousa, no túmulo onde nasceu. Onde iniciou esta jornada acencional, por caminhos farpados e inóspitos. Porém mancomunados com o [&#8230;]]]></description>
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<p>Jornal O 5 de Abril</p>



<p>05.08.1949</p>



<p>Por&nbsp; De Sá</p>



<p>“Uma estatua, é apenas o símbolo de uma grandeza; nunca será uma grandeza.</p>



<p>Retrospecto: Atiraram a estatua do “Colono Alemão”, às águas do Rio do Sinos. Ali repousa, no túmulo onde nasceu. Onde iniciou esta jornada acencional, por caminhos farpados e inóspitos. Porém mancomunados com o dever e a sinceridade.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;Foi num momento de inlucidez, que profligaram aquela expressão de uma nova era, às&nbsp; águas de um rio. Naquela hora o “Cavalo de Atila” dos sentimentos daquelas pessoas, deve ter passado por seus cérebros, tornando essas mentalidades áridas e irresponsáveis. Aquêle ato, aliás, refletiu um estado de espirito perturbado pelas ideologias reinantes na época; na mór parte injustas.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;Não devem pedir que desfaçam aquele absurdo. Não! Não forcem um gesto que deve ser espontâneo, que deve brotar da compreensão&#8230;da inteligência. Sentimentos dessa ordem, não se incitam, eles nascem da cultura; a mãe das atitudes nobres.&nbsp;</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;Os que prescreveram, ou os que ajudaram a praticar aquela selvageria, esqueceram-se de que usavam sapatos feitos por artífices “Alemães”, de que se alimentavam com o feijão plantado pelo “Colono Alemão”. E este, ao invés de se abater moralmente, entregou-se com mais afinco ao trabalho para demonstrar, o que mais valia para êle; era a grandeza da Pátria que o desapropriava.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;Enquanto era acusado de subversivo, por sublevadores engravatados, êle suava de camisa arregaçada, eles para dar de comer e vestir àqueles demagogos, que só desejavam ver seus nomes impressos e seus bustos emoldurados. Concedei, pois, a eles, as esculturas.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;Deixem a estatua do “Colono Alemão”, lá onde está. Enquanto lá permanecer, não sofrerá iniquidades.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;<strong>De Sá</strong></p>
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		<title>Até a volta, Frederico Scheffel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Claudinei]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jun 2022 00:13:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[Jornal O 5 de abril 03.03.1950 Por DE SÁ &#160;&#160;Frederico, há dias li com satisfação, a noticia de que fostes agraciado com uma bolsa de estudos, no Rio de Janeiro. &#160;&#160;A tua pequenina estrela, toma, hoje, vulto no firmamento artístico. A medida que ela vai devorando, propulcionada pela força de uma alma artística, o espaço [&#8230;]]]></description>
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<p>Jornal O 5 de abril</p>



<p>03.03.1950</p>



<p>Por DE SÁ</p>



<p>&nbsp;&nbsp;Frederico, há dias li com satisfação, a noticia de que fostes agraciado com uma bolsa de estudos, no Rio de Janeiro.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;A tua pequenina estrela, toma, hoje, vulto no firmamento artístico. A medida que ela vai devorando, propulcionada pela força de uma alma artística, o espaço cronológico da tua existência, a sua cauda, vai aumentando de intensidade luminosa.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;No mesmo instante que resolvi felicitar-te, veio-me à lembrança, a figura majestosa e inolvidável de nosso velho internato. Daquele internato de técnicos cujas mãos calejadas pelo martelo, pela lima, contrastavam com as tuas, de artista, de poeta. Enquanto nós os outros, vivíamos de folguedos, tu, o artista meditavas a um canto, com uma reprodução fotográfica de um Rembrandt, de um Da Vinci.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;Vinhamos até o teu retiro meditável, com tentadoras propostas de diversões, mas tu, fiél aos teus sentimentos, permanecias indiferente, tecendo com a tua dedicação, a rede do teu destino, como Phenelope, esperando fielmente, o Messias de um futuro promissor. Ei lo que já se avizinha.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;Lembro-me também com certo orgulho, não escondo, quando chegavas a mim e pedias, com tua voz quieta e modesta:</p>



<p>-Alceu, queres posar? &#8211; Lá ia eu, para o teu estúdio nos cimos da escada que conduzia à aula de música e, lá ficava eu, despido, as vezes no duro do inverno, atendendo às tuas ordens – Ergue um pouco o rosto. Assim&#8230; agora, uma expressão de terror, como alguém fosse atravessar-te com uma lança&#8230;Crispa os dedos, com as mãos no coração. Mais um pouco&#8230; aí&#8230; está bem assim&#8230;</p>



<p>&nbsp;&nbsp;Pintavas uma batalha onde se confundiam cavalos com canhões, homens com carabinas&#8230; No primeiro plano, via-se um soldado caído do cavalo ferido, olhando horrrorisado a desgraça que o esperava.&nbsp;</p>



<p>&nbsp;Tudo isso, e muitas outras cenas, desfilam pelo palco das minhas recordações, Frederico, colega artista, de alma sensível e espírito de luz.</p>



<p>&nbsp;Amanhã, quando o teu nome desfilar ao lado dos grandes pintores, das grandes personalidades, quando voltares à tua casa paterna, vitorioso, glorificado em honra ao teu talento, eu peço, desde já, licença para gritar no meio da multidão que irá aclamar-te, no dia do teu regresso, peço para gritar bem alto, e com orgulho:- Frederico, não te lembra mais do teu modelo de outrora? -Então pintarás um quadro evocativo, nem que seja na imaginação, onde se verá dois jovens nos cimos de uma escada, estando um completamente despido, tiritando de frio, mas resignado, e, outro com um caderno a mão rabiscando braços, pernas, bustos e cabeças. Transportarás à tela da tua imaginação, uma faceta daquele relicário de uma época risonha, quando começamos a brilhar os caminhos da vida&#8230;</p>



<p>&nbsp;Até a volta, Frederico, que a tua estrela se transforme num cometa e que o teu pincel transforme as tuas inspirações, numa cornucópia de glórias, para espargir sobre a terra de Cabral, o ouro da tua sensibilidade artística.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>A história de uma esquina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Claudinei]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jun 2022 00:12:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[Jornal NH 31 de março de 1960. Jota Feio Aquela esquina ali, a mais feia de nossa cidade, já foi outrora uma das esquinas mais importantes de Novo Hamburgo. Já foi o que hoje é o Café Avenida, o que hoje é o cinema Lumiére. Já foi para nós que a conhecemos nos seus áureos [&#8230;]]]></description>
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<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://alceufeijo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/A-historia-de-uma-esquina-editado.mp3"></audio></figure>



<p>Jornal NH</p>



<p>31 de março de 1960.</p>



<p>Jota Feio</p>



<p>Aquela esquina ali, a mais feia de nossa cidade, já foi outrora uma das esquinas mais importantes de Novo Hamburgo. Já foi o que hoje é o Café Avenida, o que hoje é o cinema Lumiére. Já foi para nós que a conhecemos nos seus áureos tempos do Bar Juquinha, do cinema Guarani&#8230;Para a nova geração, ela não representa nada mais que uma nota destoante na cidade que começa a crescer com seus edifícios majestosos. Para nós os trintões aquela esquina apesar de feia e representar mal Novo Hamburgo, tem a força de nos manter prêsos a recordações inesquecíveis, ocorridas à nossa juventude.</p>



<p>Assim como eu, muita gente quando passa por ela há de perguntar, numa revolta contra o progresso. Porque pretenderam erigir, em substituição ao Guarani, um moderno e alteroso edifício?&nbsp; Muita gente há de perguntar com saudades e belas reminiscências a povoar-lhes o coração. Porque demoliram o cinema Guarani, o cinema dos namorados? Os escombros são a própria resposta: ali estão eles enfeiando a esquina que já foi a mais importante da nossa cidade.</p>



<p>O cinema Guarani, o cinema dos namorados, é como lhe chamavam. Muitos casamentos felizes tiveram seu prólogo num beijo furtivo, trocado entre uma parte e outra do filme de mocinho (que nunca era visto direito) pelos casaizinhos de cabeça colada, mãos unidas e corações repletos de felicidade. O Guarani de tantas saudades que deixou, de tão ligado que a todos estava em muda revolta e, rendendo um preito de fidelidade aos amores que ali tiveram início, não permitiu que outro cinema fosse construído no seu lugar.</p>



<p>Cada um que passa, depois de olhar demoradamente para aqueles escombros, há de sorrir satisfeito e vingado. Vingado como o amante desprezado, cuja mulher infiel morre antes de pertencer ao rival. Derrubaram o Guarani, mas em seu lugar não conseguiram construir outro. É a maldição dos namorados representada por aquilo, ali naquela esquina feia&#8230; feia mas que já foi a mais bonita da cidade.</p>



<p>Porque não dizer? Afinal não será pecado nem novidade. Além disto não foi só para mim que aconteceu&#8230; Naquele dia tão distante no tempo, mas que a saudade sabe trazer tão perto, assistiam a matiné no Guarani, muitos outros casais, que como eu, trocaram o primeiro e inesquecível beijo de amor. Um beijo que não penetrava no sangue, ficava só nos sentidos, porque era um beijo puro, um beijo de amor aos 16 anos. Um beijo que é um mundo de poesia. Para uns foi o início de uma vida de felicidades que perdura, ainda hoje&#8230;Para outros, mais práticos, foi um primeiro beijo oportunista e conquistado com segundas intenções. Estes ao recordá-lo hão de rir do que escrevo, porque foi um beijo imoral&#8230;Para mim, quisera que aquêle primeiro beijo, pudesse ainda hoje ser recordado. Por não poder recordá-lo plenamente é que vejo com satisfação aqueles escombros e, depois e admirá-los demoradamente, parto satisfeito porque a destruição do Guarani foi vingada.</p>



<p>Relendo, agora, um pequeno diário onde anotava todos os acontecimentos após cada encontro com ela, leio o que está escrito à pagina cuja data assinala o dia inesquecível- 26 de fevereiro de 1944.Domingo! -Letras apagadas, escritas a lápis numa folha de papel que o tempo vai amarelando, que ao serem lidas sinto bem nítida a cena e parece-me ouvir novamente a voz que sussurrando ao meu ouvido diria: “Acreditas agora que eu te amo!” Eu não pude responder, porque ainda estava tomado pela emoção, mas abrigava no íntimo, a certeza de que acreditaria, para o resto da vida, naquele amor. Amor que Deus achou por bem interromper. Passados tantos anos, ainda vivo intensamente aquêle momento inesquecível ocorrido numa matinê do Cinema Guarani, há 15 anos, quando aquela esquina ali, era a mais importante da cidade.</p>



<p>&nbsp;Foi o primeiro beijo e o primeiro amor. A eles me mantenho fiel até hoje. Muitas matinés depois daquela ainda fomos no Guarani, até que trabalhadores, indiferentes aos nossos sentimentos, meteram suas picaretas nas paredes e foram destruindo aos poucos, o altar de muitas felicidades.</p>



<p>Havíamos feito um juramento de só irmos ao Guarani, onde levaríamos nossos filhos quando tivessem idade. Eu, até hoje cumpro promessas. Ela não a tem cumprido.</p>



<p>Quando você, que está lendo esta crônica foi ao cine Lumiére ou Carlos Gomes e ver um cidadão, ainda jovem, andando cabisbaixo à entrada do cinema, sem entrar, nunca póde ter a certeza que sou eu, que ando a procura de alguém que comigo frequentava as matinés do Guarani, o cinema dos namorados.</p>



<p>Tenho visto muitos casais felizes, cuja felicidade foi iniciada como a minha, nas matinés do Guarani, onde trocaram o primeiro beijo de amor. Vendo-os eu pareço sentir- por momentos somente – que ela está novamente ao meu lado e que estamos a entrar no Guarani. Mas na realidade eu estou sentindo inveja pela felicidade que eles puderam conservar e maldigo-os por terem esquecido o cinema dos namorados. Eu, até hoje, estou cumprindo o juramento. Ela não pôde cumpri-lo porque morreu para mim quando demoliram o Guarani&#8230; morreu para mim porque preferiu os beijos de outro. Esquecendo aquele dia 26 de fevereiro de 1944 e esquecendo aquelas palavras que ainda hoje, ressoam em meus ouvidos como música maldita, como um pensamento frustrado.</p>



<p>Por isso me sinto vingado quando vejo aqueles escombros a enfeiar a nossa cidade&#8230; aqueles, ali naquela esquina, que já foi a mais bonita, a mais importante de nossa cidade. Ali onde existia o cinema dos namorados.</p>
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		<title>Apagando uma vela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Claudinei]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jun 2022 00:12:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[Jornal NH 23 de março de 1961. Por Jota Feio Naquela manhã ameaçando chuva e com as ruas da cidade regorgitando de gente como ocorre em todas as manhãs de sábado, o garoto saiu correndo daquela porta ali ao lado da casa Nonô e pela primeira vez se ouviu na Cidade Industrial, um jornaleiro anunciando [&#8230;]]]></description>
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<p>Jornal NH</p>



<p>23 de março de 1961.</p>



<p>Por Jota Feio</p>



<p>Naquela manhã ameaçando chuva e com as ruas da cidade regorgitando de gente como ocorre em todas as manhãs de sábado, o garoto saiu correndo daquela porta ali ao lado da casa Nonô e pela primeira vez se ouviu na Cidade Industrial, um jornaleiro anunciando o novo órgão de imprensa: “OLA O NIAGA”.</p>



<p>Semanalmente sai o NH como um jornaleiro entre o povo, a percorrer as cidades do Brasil inteiro, levando a milhares de pessoas um pouco da nossa cidade, de nossas virtudes, nossos defeitos, na impressão bonita, no estilo vibrante, na orientação independente do nosso jornal.</p>



<p>Então o Brasil se torna pequeno. Lá nos confins do Amazonas, o seringueiro ao desembrulhar o pão para seu café, irá deparar com as notícias de Novo Hamburgo, que ele nem sabe onde fica. Sabendo ler irá constatar que é uma cidade de progresso e trabalho. Se for analfabeto terá sua atenção despertada pelo colorido da impressão e pelas fotografias. Mas de qualquer forma, ficou sabendo que Novo Hamburgo existe.</p>



<p>Ali onde o Rio Grande do sul termina de repente na barranca do Rio Uruguai, o gaúcho da fronteira ao desempacotar a erva para o mate a sombra da figueira, terá sua atenção despertada pelo jornal que o bodegueiro embrulhou a erva, é quando ele ficará sabendo onde são fabricadas as botas que ele usa nas lides do campo.</p>



<p>Enquanto a elegante madame aguarda que a balconista embrulhe o seu calçado, uma loja na avenida São João em São Paulo, distrai-se folheando um jornal esquecido pelo dono da loja, ao lado da caixa registradora. Ali, na última página por casualidade está estampado o clichê do finíssimo sapato que adquiriu a poucos momentos. Curiosa ela foleia o resto do jornal.</p>



<p>Coberto de poeira e o cansaço das estradas estampado na fisionomia, o viajante mal termina de saudar o lojista, vai perguntando: “já recebeu o NH?”&nbsp; É um momento de emoção para o vendedor que há muitos dias está longe de sua cidade, de sua família, quando encontra quilômetros de distância, as notícias mais recentes de sua cidade. Ali estão as brincadeiras do Fiptor, as brigas dos vereadores, os assuntos sérios do Lauro, as sociais da Astrid, as matérias da redação fazendo-o reviver por instantes a vida de sua cidade.</p>



<p>Quando a secretária coloca sobre a escrivaninha do importante homem de negócios, estabelecido na Avenida Rio Branco no Rio de Janeiro, a correspondência do dia, o modesto NH estará entre as cartas importantes onde se trata de grandes negócios; entre os extratos bancários cujas cifras atestam o volume de negócios do magnata. Seus olhos acostumados e cansados de tanto lerem números e mais números, hão de exigir uma pausa, um descanso, quando depararem com a bonita feitura do jornaleco daqui da Cidade Industrial.</p>



<p>Ao completar o seu primeiro aniversário, o Brasil inteiro estará em torno da mesa do aniversariante, estendendo suas congratulações aos diretores. A velinha isolada no centro do bolo crescerá e sua luz bruxoleante se transformará num farol potente a iluminar, sempre de onde estiver, o progresso da Cidade Industrial, cujo povo agradecido, estará cantando mentalmente o PARABÉNS A VOCÊ.</p>
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		<title>Do calçadão ao sapatão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Claudinei]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jun 2022 00:11:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[JORNAL NH 28 de janeiro de 1984. Alceu Feijó O Calçadão é uma calçada pequena que deveria ter ficado grande, mas como Calçadão não é calçada e sim uma rua que transformaram em calçada não se sabe bem ao certo o que é calçadão, calçada ou rua grande fechada nos dois extremos e transformada num [&#8230;]]]></description>
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<p>JORNAL NH</p>



<p>28 de janeiro de 1984.</p>



<p>Alceu Feijó</p>



<p>O Calçadão é uma calçada pequena que deveria ter ficado grande, mas como Calçadão não é calçada e sim uma rua que transformaram em calçada não se sabe bem ao certo o que é calçadão, calçada ou rua grande fechada nos dois extremos e transformada num local de sentar caminhar vender bugigangas para incomodar o comércio oficialmente estabelecido pagando impostos e outros encargos que os que vendem latinhas escritas não pagam contudo é uma coisa com que nós devemos aprender a conviver porque o prefeito é um cara que foi votado pelo povo em eleições diretas que é o que todo mundo está querendo para presidente mas depois que o presidente&nbsp; for eleito pelo povo em eleições diretas todo mundo também vai criticar tudo o que ele fizer como estão fazendo com o prefeito Foscarini&nbsp; que como disse foi eleito por eleição direta e agora é diretamente criticado porque resolveu transformar uma rua direta em indireta construindo o tal calçadão porque não foi a calçada que foi aumentada mas sim a rua que aumentou diminuindo as calçadas que existiam nas laterais por onde somente as pessoas passavam procurando lojas e bares e alguém, para conversar coisa que poderão fazer com maior tranquilidade pois além do grande espaço que terão não haverá atropelos de gente correndo pela estreita calçada de antigamente e os autos e os caminhões e as motos malucas e as bicicletas contramão e em cima da calçada que era só dos pedestres embora as bicicletas vão continuar andando pelo calçadão batendo nas pessoas porque são dirigidas por garotos que ainda não sabem dirigir o auto do pai e&nbsp; da mãe e dos irmãos mais velhos até não fazendo mal que eles atropelem outras crianças menores que fatalmente estarão brincando despreocupadas no calçadão que não é calçadão como já disse mais em cima mas sim uma rua que foi fechada nos extremos e sobre a qual foram colocadas lâmpadas para iluminar de noite para não ficar muito escuro e tristes bancos para as pessoas sentarem quando estiverem cansadas ou quando simplesmente desejarem sentar ou para ver as outras caminharem até cansar e flores para alegrar e perfumar o ambiente que será muito frequentado e muito discutido depois que aqueles buracos estiverem aterrados que aqueles canos estiverem soterrados e que os fios da luz e dos telefones forem colocados em canos igualmente enterrados para não ficarem enfeitando o ambiente que será criado por um arquiteto um paisagista um ecologista e um secretário do prefeito que por ser mais entendido obrigará os caras a fazerem exatamente aquilo que o prefeito quer e deseja pois afinal de contas quem é que manda principalmente quando se é eleito por eleições diretas isto é pelo voto do povo livre e soberano na sua escolha o que leva para o prefeito o direito constitucional&nbsp; de fazer o que bem entender nas ruas nas calçadas e até nos mictórios&nbsp; que ninguém tem nada com isso principalmente vivendo-se numa democracia como a nossa onde a crise é medida pelo número de automóveis rodando pelas ruas que ainda não foram transformadas em calçadão em número tão grande de carros que a Ciretran já está preocupada em diminuir&nbsp; o tamanho das placas para caberem todos os automóveis em Novo Hamburgo que por sinal desde a implantação do calçadão já tem gente chamando de sapatão o que não impede de continuarmos o “footing” indiferentes aos comentários esperando apenas que&nbsp; algum entendido no assunto venha a público e explique de uma vez por todas o que é calçadão o que é passarela o que é Rua de Lazer e até o que é minhocão.</p>



<p>E/T- Por não ter tido tempo de redigir dentro das normas técnicas de redação ensinadas pelo professor Vinícius na Feevale, ponho à disposição dos leitores, as vírgulas, pontos, acentos etc., para colocarem aonde bem quiserem, pois este negócio de escrever e fazer Calçadão é um assunto muito controvertido, principalmente porque tem muita gente que vai fazer ponto lá.</p>
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		<title>O maior amor do vale</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Claudinei]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jun 2022 00:11:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[Jornal NH 06 de abril de 1984. Alceu Feijó Eles nasceram no mesmo ano de 1927. Um lá em São Francisco de Paula e o outro por aqui mesmo, pelas margens do rio do Sinos. Inicialmente, cada um no seu habitat, foi vivendo a sua moda e a seus costumes que em tudo divergiam. Era [&#8230;]]]></description>
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<p>Jornal NH</p>



<p>06 de abril de 1984.</p>



<p>Alceu Feijó</p>



<p>Eles nasceram no mesmo ano de 1927. Um lá em São Francisco de Paula e o outro por aqui mesmo, pelas margens do rio do Sinos. Inicialmente, cada um no seu habitat, foi vivendo a sua moda e a seus costumes que em tudo divergiam. Era no andar, no vestir, no comer, no falar, mas o destino tratava de preparar os seus caminhos para que um dia se encontrassem por uma vida em comum e duradoura.</p>



<p>Este encontro predestinado por origens muito longínquas, onde os ancestrais se encontravam, não demorou mais que uma década e pouco. Mas aconteceu e foi amor à primeira vista. Se viram, se apaixonaram e se amaram para sempre. Nem sempre andaram de mãos dadas pelos jardins, pois um amor repentino, uma paixão violenta sempre é acompanhada de um pouco de drama, de passionalismo. Muitos foram os atritos que tiveram e os amores que viveram.</p>



<p>Ao completarem 57 anos observa-se uma contradição na evolução dos personagens. Enquanto um atinge o auge do seu dinamismo, da sua potencialidade, da sua beleza física e estética, o outro vê o declínio se aproximar. Lento, mas inexorável. Houve tempo que disputavam palmo a palmo o chão a sua frente, e o entusiasmo no desempenho de suas tarefas era empolgante. Mas neste tipo de relacionamento alguém sempre termina por firmar-se definitivamente, pois a sua gênese é inversamente proporcional. E foi o que aconteceu.</p>



<p>Novo Hamburgo, nascido lá pelos idos de 27, pelo empenho de homens e mulheres que sentiam possuir poderes, confiança e determinação para gerirem suas próprias vidas, foram para a luta e conquistaram a sua independência. Trabalharam, suaram, sofreram e venceram. Venceram de tal maneira que até assusta os remanescentes daqueles dias, tal a grandeza e o desempenho alcançado. A vilinha embarrada e empoeirada dos Kunz, dos Schmit, dos Kramer, dos Adams, dos Jaeger, dos Alles, que nunca foi modesta ou acomodada, está aí para quem duvidar.</p>



<p>O outro personagem, modestamente este que vos fala, nasceu lá em cima do morro, a quase mil metros de altura, onde o minuano chora a saudade dos que partiram, como eu, onde a geada quebra a terra para testar o vigor dos seus filhos, onde a gralha também foi embora e a bruma do inverno entristece ainda mais a saudade do serrano. Lá eu nasci em 1927, no mesmo ano que Novo Hamburgo, aterra que viria a adotar para meus filhos, meus netos, para meus amores e dissabores, meus novos amigos e ex-inimigos. Nos encontramos numa tarde primaveril e vivemos juntos muitos verões e tantos outros invernos.</p>



<p>Quarenta e quatro anos de convivência. Que mais poderia dizer um paraquedista serrano que decolando lá das grimpas dos pinheiros veio dar com os costados nesta terra quente e arenosa, onde ninguém para para ver o gado pastar, nem se esconde do minuano.&nbsp;</p>



<p>Hoje, muitos e muitos serranos vivem o dia a dia de Novo Hamburgo tão integrados como eu, tão saudosos de São Francisco como eu, mas tão realizados como eu. No contraste das atividades entre São Francisco e Novo Hamburgo, o serrano encontra o caminho para novas e concretas atividades. Como eu, creio que todos os serranos que aqui vieram dar com os costados, sentimos um profundo reconhecimento pela acolhida um tanto fria mas honesta do alemão, de cabelo loiro, olho azul e fala “ carecada”. Novo Hamburgo comemorou 57 ontem; eu amanhã ou depois&#8230;&nbsp;</p>



<p>Nosso bolo é comum e grande como o coração dos serranos e hamburguenses que vivem o maior amor do Vale.</p>
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			</item>
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		<title>Os meus medos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Claudinei]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jun 2022 00:10:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[Jornal NH 27 de janeiro de 1989 Alceu Feijó Fui surpreendido pela pergunta que me fizeram recentemente, pois eu jamais imaginara toda a sua importância na minha vida. A pessoa perguntou porque eu tinha tanto medo. Minha primeira reação foi de que eu não tenho medo de nada, mas imediatamente foi acionado algum dispositivo muito [&#8230;]]]></description>
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<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://alceufeijo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Os-meus-medos-editada.mp3"></audio></figure>



<p>Jornal NH</p>



<p>27 de janeiro de 1989</p>



<p>Alceu Feijó</p>



<p>Fui surpreendido pela pergunta que me fizeram recentemente, pois eu jamais imaginara toda a sua importância na minha vida. A pessoa perguntou porque eu tinha tanto medo.</p>



<p>Minha primeira reação foi de que eu não tenho medo de nada, mas imediatamente foi acionado algum dispositivo muito secreto dentro de mim que começou a enumerar os meus medos. Medos comuns à maioria das pessoas que vivem e convivem com eles, sofrendo os males que eles acarretam mas que nem sempre afloram fora de tempo. São como parasitas incrustrados dentro da gente, corroendo nossas forças, tomamos uma porção de remédios para males repentinos e inexplicáveis e incuráveis.</p>



<p>Preocupado com o assunto, comecei a listar todos os meus medos e cheguei à conclusão de que é necessária muita coragem para sobreviver com todos eles. Eis a minha Lista:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Tenho medo de morrer.</li><li>Tenho medo que minha mulher morra.</li><li>Tenho medo que o Chico morra.</li><li>Tenho medo que a Lenize morra.</li><li>Tenho medo que o Tiquinho morra.</li><li>Tenho medo que a Tuti morra.</li><li>Tenho medo que o André morra.</li><li>Tenho medo que o Felipe morra.</li><li>Tenho medo que a Silvia morra.</li><li>Tenho medo que a Luli morra.</li><li>Tenho medo que a Claudia morra.</li><li>Tenho medo que a Estelinha morra.</li><li>Tenho medo que a Ângela morra.</li><li>Tenho medo que o Deco morra.</li><li>Tenho medo que todos eles sejam atropelados.</li><li>Tenho medo que todos eles sejam assaltados.</li><li>Tenho medo que todos eles adoeçam seriamente.</li><li>Tenho medo de ser assaltado.</li><li>Tenho medo de acidente de trânsito.</li><li>Tenho medo que meus amigos sofram alguma coisa.</li><li>Tenho medo de ser operado.</li><li>Tenho medo de parar nas sinaleiras.</li><li>Tenho medo de entrar na garagem.</li><li>Tenho medo de perder o emprego.</li><li>Tenho medo de sair à noite.</li><li>Tenho medo da situação nacional.</li><li>Tenho medo da super população de Novo Hamburgo.</li><li>Tenho medo de acabarem com o Café Avenida.</li><li>Tenho medo de viajar de avião.</li><li>Tenho medo da inflação 2000.</li><li>Tenho medo do mar.</li><li>Tenho medo do câncer.</li><li>Não tenho medo da Aids (é obvio).</li><li>Tenho medo de revólver.</li><li>Tenho medo de acordar após a hora do trabalho.</li><li>Tenho medo de ofender as pessoas.</li><li>Tenho medo de magoar os amigos.</li><li>Tenho medo de errar nas minhas tarefas.</li><li>Tenho medo de falhar com os amigos.</li><li>Tenho medo de ser enganado.</li><li>Tenho medo de incêndio no edifício onde moro.</li><li>Tenho medo de grandes negócios.</li><li>Tenho medo de atrasar contas.</li><li>Tenho medo de perder a memória.</li><li>Tenho medo do mundo em que vão viver meus bisnetos.</li><li>Tenho medo da Free-way.</li><li>Tenho medo de cemitério.</li><li>Tenho medo de dirigir.</li></ol>



<p>Faça sua lista também e verá que não é o valentão ou super-homem que pensa que é, mas conhecer os seus medos é importante. É muito mais cômodo viver com eles do que desconhecê-los, mas tê-los. Verá também, que é um ótimo exercício listar os medos, as virtudes, os defeitos e, até os amores&#8230;</p>
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		<title>Com saudade, mas feliz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Claudinei]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jun 2022 00:10:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[Jornal NH, 30 de junho de 1995. Alceu Feijó Meu destino era o Café Avenida, no horário costumeiro das 18h30min. Quando passava pela relojoaria Korndorfer, estava a Cleire descendo a grade da porta, como faz desde os tempos de seu namoro com o Laranjinha. Num momento destes, envolvendo pessoas queridas com fatos inesquecíveis, fica difícil [&#8230;]]]></description>
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<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://alceufeijo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Com-saudade-mas-feliz-editada.mp3"></audio></figure>



<p>Jornal NH,</p>



<p>30 de junho de 1995.</p>



<p>Alceu Feijó</p>



<p>Meu destino era o Café Avenida, no horário costumeiro das 18h30min. Quando passava pela relojoaria Korndorfer, estava a Cleire descendo a grade da porta, como faz desde os tempos de seu namoro com o Laranjinha. Num momento destes, envolvendo pessoas queridas com fatos inesquecíveis, fica difícil para uma pessoa de idade fugir à nostalgia.</p>



<p>O gesto da Cleire baixando a grade da loja foi como um gesto mágico que trouxe à realidade um tempo que passou. Ali estava ao meu lado o Laranjinha, o Vinícius, o Oniram, o Veroni, o Lauro Diogo, Luiz Moura, Mário Gusmão, Lelo, Pedro Santos, Júlio Gard, Gerson, O Burslaff nosso dentista honorário, financista (quebra galho) amigo e conselheiro.</p>



<p>O trajeto até o Café Avenida foi na companhia destes amigos. Uma confraria que comandava o noticiário local e estadual nos jornais NH e Folha da Tarde, para os quais trabalhávamos, numa convivência sadia, honesta e inédita. Alguns destes amigos relembrados pelo gesto da Cleire baixando a grade da Korndorfer já foram, outros continuam entre nós, uns mais afastados, outros chegados, comandados pela inefável lei da vida.</p>



<p>Foram momentos de felicidade, sem traumas nem pesares. Para os que já m</p>



<p>orreram ficou a saudade e o reconhecimento pelo dever cumprido diante de uma sociedade exigente. Para os que continuam vivos, a certeza de que a saudade da convivência sempre será renovada até por um simples gesto de uma pessoa baixando uma grade.</p>



<p>Um dia antes destes acontecimentos temporais, estive participando da missa de um ano de falecimento do amigo e colega Oniram Rodrigues Alves, em São Leopoldo. Oniram, Laranjinha e Lauro foram companheiros de muitas reportagens e muitas histórias pessoais não publicadas em nossos jornais, mas marcadas em nossas vidas.</p>



<p>Oniram, o mais talentoso de todos nós, foi lembrado durante a celebração da missa na bela Igreja Matriz de São Leopoldo. De onde eu estava eu vislumbrava o perfil da Cleide e da Gláucia, esposa e filha do Oniram, sua preocupação máxima nos últimos anos.</p>



<p>Por instantes saí da igreja com o Oniram e fomos percorrer a Rua Grande, lembrando os pontos capitais dos capilés. O que falamos e comentamos até retornarmos à igreja para participar do final da missa, é coisa nossa. Mas deu prá sentir que Oniram está feliz. Com saudade mas feliz, como estão o Lauro e o Laranjinha.</p>
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